Beatriz Kauffmann's Web Site

  Beatriz Kauffmann's Web Site

A ÚLTIMA ESTROFE

Composição: Índio (Cândido das Neves)
Interpretação: Orlando Silva

MIDI

A noite estava, assim, enluarada
Quando a voz já bem cansada
Eu ouvi de um trovador
Nos versos que vibravam de harmonia
Ele, em lágrimas, dizia
Da saudade de um amor

Falava de um beijo apaixonado
De um amor desesperado
Que tão cedo teve fim
E desses gritos de tormento
Eu guardei no pensamento
Uma estrofe que era assim

"Lua, vinha perto a madrugada
 Quando, em ânsias, minha amada
 Nos meus braços desmaiou
 E o beijo do pecado
 O teu véu estrelejado
 A luzir, glorificou

 Lua, hoje eu vivo sem carinho
 Ao relento, tão sozinho
 Na esperança mais atroz
 De que cantando em noite linda
 Essa ingrata volte, ainda
 Escutando minha voz"

A estrofe derradeira, merencória
Revelava toda história
De um amor que se perdeu
E a Lua que rondava a natureza
Solidária com a tristeza
Entre as nuvens se escondeu

Cantor, que assim falas à Lua
Minha história é igual a tua
Meu amor, também, fugiu
E, disse eu, em ais convulsos
E ele, então, entre soluços
Toda estrofe repetiu

"Lua, vinha perto a madrugada
 Quando, em ânsias, minha amada
 Nos meus braços desmaiou
 E o beijo do pecado
 O teu véu estrelejado
 A luzir, glorificou

 Lua, hoje eu vivo sem carinho
 Ao relento, tão sozinho
 Na esperança mais atroz
 De que cantando em noite linda
 Essa ingrata volte, ainda
 Escutando minha voz"

Beatriz Kauffmann's Web Site

Contato