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REMORSO TARDIO

Composição: Ângelo Taverna e Oswaldo de Barros
Interpretação: Roberto Fioravante

MIDI

Nestas noites sem luar
Sinto a negra solidão
Eu, saudoso seresteiro me ponho a cantar
Com ternura e com amor
Pois, já foi meu, teu coração
Não posso me conter
Ao ver, eu sinto ao longe um clarão
A apoiar e a resplandecer o céu
O remorso me envolve como um tenebroso véu

Quando lentamente a noite desce sobre a Terra, eu sinto algo bem feliz
Que vem ferir meu coração, um não sei quê pra castigar 
Pelo mal que te causei e que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem, mereço-lhe agora; eu quero, arrependido, implorar:
- Eu imploro o teu perdão, porém sem esperança, pois sei bem que tens razão 
  Se hoje, em serenata, eu choro o meu penar pelo que fiz
  Sei que é tarde, deploro, então, por não te fazer feliz

[Solo]

Quando lentamente a noite desce sobre a Terra, eu sinto algo bem feliz
Que vem ferir meu coração, um não sei quê pra castigar 
Pelo mal que te causei e que me fez sofrer assim, sofrer por meu desdém
Meu bem, mereço-lhe agora; eu quero, arrependido, implorar:
- Eu imploro o teu perdão, porém sem esperança, pois sei bem que tens razão 
  Se hoje, em serenata, eu choro o meu penar pelo que fiz
  Sei que é tarde, deploro, então, por não te fazer feliz

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