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ROSA

Composição: Otávio de Souza e Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna)
MIDI
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa
Do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor da alma da mais linda flor
De mais ativo olor que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus, me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente
De luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
O teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito seu
Tu és, a forma ideal
Estátua magistral, oh, alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és, de Deus, a soberana flor
Tu és, de Deus, a criação
Que em todo coração sepultas o amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos, olentes, cheios de sabor
Em vozes, tão dolentes, como um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
És tudo, enfim, que tem de belo em todo resplendor
Da santa natureza
Perdão, se ouso confessar
Eu hei de sempre amar
Oh, flor, meu peito não resiste
Oh, meu Deus, quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em prece comovente
De dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de te envolver até meu padecer
De todo fenecer
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