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SUPREMA DOR (Dolor Supremus - Op.21 N.2)

Composição: Alberto Nepomuceno e Osório Duque-Estrada
Interpretação: Ruth Staerke (Soprano)
e Orquestra de Câmara de Blumenau - Regente: Norton Morozowicz

MIDI

Aos corações que vivem na amargura
Ouvi dizer, mais de uma vez: 
- O amor é, das noites, a noite mais escura
  Das dores todas a suprema dor

E eu a alheia miséria, contemplando
A mim mesmo sorrindo perguntava:
- Quando o acharás também, minh'alma
  Quando do seu poder hás de cair escrava?

Mas, quando nem supunha, certamente
Que pudesse ser presa desse mal
Feriu-me o peito, inesperadamente
A mesma dor insólita e brutal

Busquei, na ausência, o bálsamo do tédio
Consolo à mágoa lenitivo ao pranto
E pior do que o mal foi o remédio
Que eu não supunha que amargasse tanto!

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